sábado, 29 de abril de 2017

ASSOCIAÇÃO DAS PROMOTORAS LEGAIS POPULARES DE PASSO FUNDO
COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DE PASSO FUNDO

NOTA PÚBLICA SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

A Associação das Promotoras Legais Populares de Passo Fundo (PLPs) e a Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo (CDHPF) vêm a público para repudiar todo tipo de violência contra a mulher e para cobrar isenta e adequada apuração das denúncias veiculadas pelas redes sociais e pela imprensa que envolvem autoridades públicas.
A luta pelo fim da violência contra a mulher é incansável. Qualquer tipo de violência não pode ser tolerada, sob qualquer pretexto, menos ainda quando supostamente seu autor seja uma autoridade pública, seja ela um vereador ou um senador.
É também inaceitável que, por qualquer razão, a mulher que foi vítima da violência, seja desqualificada: uma vítima tratada como responsável pela violência por ela sofrida é revitimizada. E, ademais, nada justifica nenhum tipo de violência.
Temos certeza que as autoridades públicas cumprirão inteiramente, com isenção e responsabilidade, seu dever, e investigarão, dando andamento às apurações, denúncias e processamentos, nos termos do devido processo legal e a punição, se assim for justa e adequada.
De nossa parte, assim como em todos os demais casos, permanecemos vigilantes e atentos. Nenhuma pessoa sem direitos humanos! Nenhuma mulher submetida à violência.

Passo Fundo, 29 de abril de 2017.

Coordenação Geral das PLPs e CDHPF

domingo, 11 de setembro de 2016


Encontro Mensal da Associação das Promotoras Legais Populares de Passo Fundo!




Em nome da coordenação da Associação das Promotoras Legais Populares de Passo Fundo agradeço as Plps candidatas a vereadoras e candidata a vice-prefeita, pela disponibilidade em compartilhar momentos de cidadania nesta tarde de sábado 10 de setembro, tarde muito proveitosa, pois percebemos que no nosso grupo temos mulheres lideres, corajosas, determinadas e empoderadas na participação social politica lutando para garantir nossos direitos.
Parabéns meninas!
Maria de Fátima Fasolo, Eva Valeria Lorenzato, Maria Fátima Rodrigues e Mariniza dos Santos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Dez anos da Lei Maria da Penha!







A Associação das Promotoras Legais Populares de Passo Fundo – PLPs juntamente com a Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar de Passo Fundo/RS.Realizarão uma Roda de Conversa aonde entidades que tem atuado na efetivação da Lei Maria da Penha que dia 07 de agosto completa dez anos, poderão avaliar a lei e manifestar a sua expectativa para o futuro.A atividade acontecerá no dia 08 de agosto de 2016, na Rua Bento Gonçalves 720, no auditório do Ministério Público das 14:30  às 15:30h.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Levando o SIM - Serviço de Informação a Mulher na Campanha do Agasalho...



Em nome das Promotoras Legais Populares de Passo Fundo, agradecemos imensamente o convite do Pampa Jipe Clube para participar da Campanha do Agasalho do Pampa Jipe Clube realizada no dia 19 de Junho 2016 na Praça da Mãe Preta. Seu comprometimento e colaboração, juntamente com toda população passo-fundense foram essenciais para o sucesso da campanha.









domingo, 22 de maio de 2016

A Associação das Promotoras Legais Populares de Passo Fundo.
Preocupadas com o aumento da violência contra a mulher as associadas reuniram –se  no último  sábado dia 21 de maio de 2016 na sala 01 do IFIBE. Para estudo, e debate da efetivação da Lei Maria da Penha em nossa cidade.
Contamos com a presença da dona Natalina, primeira vitima de violência doméstica que depois de formadas acompanhamos de perto. Dona Natalina passou seis meses em coma, com 75% de queimaduras de 3º grau espalhadas pelo seu corpo, pois sofreu tentativa de homicídio pelo marido.
Quinze anos após, nos conta como lutou pela vida, como superou as queimaduras, a dor e a perda de bens materiais.   Pois, na época não existia a Lei Maria da Penha, ela sofria violência, e não sabia distingui-la. Falou do amor de seus filhos, familiares e amigos, pois sem esse não teria aguentado tanto sofrimento.
Agradecemos a partilha da sua história, história triste, mas de superação coragem e amor pela vida. Obrigada dona Natalina!





terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Encerramento do Ano!

Querida Promotora Legal Popular! 

Que este novo ano chegue primeiramente com muita saúde e coragem, pois assim já temos o suficiente para conseguirmos todo o resto. Que também nunca nos falte coragem para a defesa das mulheres e sua família vítimas de qualquer violência. Que o nosso grupo continue por muitos anos prezando sempre pela união e amizade!
 Feliz Natal! 
Mágico e Maravilhoso 2016!



quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Dia Internacional dos Direitos Humanos.

FRAGILIDADE DOS DIREITOS HUMANOS

Se as humanidades têm algum futuro como crítica cultural, e a crítica cultural tem uma tarefa no presente momento, é, sem dúvida, no sentido de nos fazer retornar ao humano aonde não esperamos encontrá-lo, em sua fragilidade e nos limites de sua capacidade de fazer sentido.
Judith BUTLER, 2011

Paulo César Carbonari

Vivemos um momento histórico no qual já não sabemos se a esperança na humanidade ainda faz sentido, se ainda carrega alguma verdade. Compreender esta dificuldade é repor direitos humanos como questão crucial que se pergunta: quem são os humanos? Quem são estes/as de quem dizemos serem sujeitos de direitos? Onde estão?
Ainda esperamos encontrar o humano|: em sua fragilidade. Sim, ali está o humano, na fragilidade, nos limites da fragilidade. É ali que todas as nossas mais profundas crenças se chocam com a singular realidade. E, deste modo, renovam-se como sentido. Pensar assim é pensar que a dignidade não é dada e nem é mérito de privilegiados. Pensar assim é reconhecer que a humanidade está em cada singularidade humana e nas condições históricas e concretas e nas dinâmicas e relações nas quais esta se realiza. Viver assim é encontrar humanidade naqueles para quem boa parte dos/as humanos/as já não encontra humanidade. No máximo da fragilidade.
A vida é frágil, toda a vida. Permanece “por um fio”. Então porque há vidas que se entendem superiores, melhores, mais fortes e, em razão disso, subjugam outras vidas, frangilizam-nas ainda mais do que já são, as oprimem, as violentam, as vitimizam? Sim, há muitos que alimentam “sua vida” de ódio, de morte, de destruição, de desumanização. Estas vidas não sabem reconhecer a fragilidade que há em sua própria vida e na vida dos/as outros/as vivos/as, sejam humanos ou não-humanos. Para estes a resposta à pergunta por “quem são os humanos” é sempre e somente os melhores, os superiores; aos/às demais, uma caricatura de humanos, “quase-humanos”, bárbaros, “animais”, “bandidos”, “ninguém”!
O princípio da afirmação do humano pela ex-clusão [fechar para fora] dos/as não humanos/as, sejam eles/as seres vivos de outras espécies ou mesmo humanos/as aos/às quais não se reconhece humanidade, é o que alimenta a violação de direitos humanos e o ódio que torna insuportável a presença de alguns destes e algumas destas que, apesar da exclusão, da vitimização, se organizam e lutam para dizer: “existimos”, somos humanos, temos direitos! Fechar a porta da humanidade aos/às humanos/as tidos/as por inaceitáveis de “merecerem” a condição humana é prática recorrente na história da humanidade e só produziu, sempre, uma situação: a não-existência, a morte ou, quando muito, a “inclusão” subordinada, oprimida, violentada [para quem precisa de exemplos, lembre-se da escravidão negra, do extermínio indígena, da opressão dos/as trabalhadores/as, do holocausto judeu, da xenofobia, a lista é grande!].
A afirmação do “existimos”, somos humanos/as, temos direitos, é o ponto de partida pelo qual as vítimas de violação de direitos humanos se levantam para cobrar a superação do princípio da exclusão e para exigir reconhecimento e acesso e usufruto dos bens necessários para que possam viver e bem-viver. Estes/as é que primeiro levantam a necessidade de direitos humanos e, ao fazerem isso, revelam que o que querem não são direitos para si mesmos/as, que satisfaçam interesses privados; o que revelam é que os direitos que reivindicam são humanos, ou seja, comuns a todos/as que se querem humanos, para todos/as.
Assim nascem os direitos humanos: como afirmação de que os/as humanos/as de quem se fala que têm direitos são todos/as. Daí porque, falar de direitos humanos é, acima de tudo, não pactuar com quem aceita a possibilidade de algum/a humano/a não caber entre os/as humanos/as. É dizer todos/as de modo a que ali se possa fazer conter a singularidade de cada um/a e a diversidade dos muitos/as numa pluriversidade que reconfigura o que conhecemos por universalidade [que, por ser uni, nem sempre soube acolher o pluri].
Enfim, se o humano está na fragilidade, então os direitos humanos são uma forma de dizer que esta fragilidade precisa ser promovida, protegida, cuidada. Falar de direitos humanos, mais uma vez neste Dia Mundial dos Direitos Humanos, é, portanto, mesmo contra todos/as que insistem em dizer o contrário, não aceitar que existam vítimas, agir para potencializar a luta para superar a situação dos/as que estão na condição de vítima e, mais do que tudo, buscar um outro mundo no qual seja possível viver a fragilidade, em fragilidade, sem que isso signifique outra coisa do que viver, bem-viver.
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Doutor em filosofia, professor no IFIBE, militante de direitos humanos (CDHPF/MNDH), presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, RS.

Em 10/12/2015

quinta-feira, 15 de outubro de 2015


ENCONTRO MENSAL!

Meta, a gente busca.Caminho, a gente achaDesafio, a gente enfrenta.Vida, a gente inventa.Saudade a gente mata.Sonho a gente REALIZA...




PROGRAMAÇÃO DA CAMPANHA DOS 16 DIAS DE ATIVISMO!!!




Parabéns Professor pelo teu dia!!

Boa vida e boa escola

Sempre é urgente e necessário perguntar o que é uma boa escola. Responder o que é uma boa escola nos desafia a pensar as escolas que fazemos, cotidianamente, para torná-las cada dia melhores. Da mesma forma, o ser humano precisa responder o que é uma boa vida. Vida e escola se entrecruzam, cumprindo finalidades distintas e complementares das pessoas.
Escola sempre é passagem, certo tempo onde nela convivemos, brincamos, aprendemos e nos desafiamos à construção do nosso próprio conhecimento. Para muitos, estranhamente, o término do tempo de escola coincide com cessar compromissos. Mas vida e conhecimento são desafios permanentes; nunca estão prontos. Para outros, é grande a frustração quando o tempo de escola acaba. Para estes, a escola foi mais que um tempo, foi uma grande experiência. Vida, por sua vez, é permanência, é tempo de aprendizagem e acúmulo de experiências e de conhecimento. Na vida também se faz escola que denominamos “escola da vida”.
Paulo Freire concebeu escola como “lugar onde se faz amigos, onde não se trata só de prédios, salas, quartos, programas, horários, conceitos”. Para ele, escola é gente que estuda, que trabalha, que se alegra, que se conhece e que se estima, onde todos são gente. No seu ideal de escola, “nada de ser como um tijolo que forma a parede indiferente, frio, só”. Nela há espaços para criar laços de amizade e ambiente de camaradagem. Conclui dizendo que nesta escola, vai ser fácil se amarrar, estudar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz. Freire priorizou a relação entre os sujeitos o aspecto mais relevante para os processos de ensino-aprendizagem, concluindo que “ninguém educa ninguém. Ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”.
Rubem Alves, escritor das metáforas, distingue escolas que são gaiolas e escolas que são asas. Insiste na ideia de que não deveríamos nos preocupar em formatar ninguém na escola, mas oportunizar a cada criança, adolescente, jovem ou adulto as suas possibilidades de ser melhor, a partir do conhecimento de si mesmo, dos outros, da natureza e do mundo. “Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado”.
Acredito e luto para que nossas escolas sejam espaços de humanização. Humanizar-se é tornar-se melhor ser humano, a partir do conhecimento. As escolas deveriam cuidar, substancialmente, de duas dimensões inerentes ao ser humano e à própria escola: a integração e socialização das pessoas e a construção de conhecimentos. Se estas dimensões não estiverem bem organizadas nas escolas, elas esvaziam seu sentido e perdem sua importância.
A escola nunca deveria se distanciar da vida concreta das pessoas, pois esta deve e pode ser aperfeiçoada através do conhecimento. Acredito que as finalidades da escola deveriam sempre convergir. Anísio Teixeira, no ano de 1934, ao discutir as finalidades da vida e da educação inicia dizendo que “a única finalidade da vida é mais vida. Se me perguntarem o que é essa vida, eu lhes direi que é mais liberdade e mais felicidade. São vagos os termos, mas, nem por isso eles deixam de ter sentido para cada um de nós”. Conclui dizendo: “a finalidade da educação se confunde com a finalidade da vida”.

Nei Alberto Pies, professor, escritor e ativista de direitos humanos.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

UMA QUESTÃO DE DIREITOS!

Uma questão de Direitos

Autor: Redação Passo Fundo
Uma questão de Direitos
Foto: Edson Coltz / DM
O ano de 2015 começou com acontecimentos que levantam questionamentos sobre os limites dos direitos individuais. O atentado terrorista em Paris, que vitimou doze pessoas no jornal francês Charlie Hebdo, remete a questionamentos sobre a liberdade de expressão dos indivíduos. A recente execução de um brasileiro, fuzilado na Indonésia, pelo tráfico de drogas, retoma o assunto da aplicação da pena de morte nos países. Todos assuntos debatidos no campo dos Direitos Humanos.

Para o membro da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo, Paulo Carbonari, a atuação que frequentemente gera polêmica, dos grupos de defesa dos Direitos Humanos, se aplica a toda a população e não apenas há uma camada da sociedade. “Quando nós falamos em Direitos Humanos estamos falando daquilo que qualquer pessoa precisa para viver de maneira decente. Falar de Direitos Humanos é falar do direito de ir e vir, de liberdade de expressão, de liberdade de religião, de poder viver sem violência, ter moradia, ter educação. Então, é uma questão que diz respeito a qualquer ser humano”, aponta Carbonari.

O debate pela garantia desses direitos, atravessa a história da humanidade mas se afirmou na década de 40, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, logo depois da criação da Organização das Nações Unidas. Este é dito como o marco contemporâneo da institucionalização dos direitos garantidos a um cidadão para que leve uma vida digna.

A ação de grupos dos direitos humanos em defesa de determinadas causas ou pessoas, comumente associa no senso comum o trabalho à defesa de infratores, ou de quem tem a conduta questionada pela sociedade. “Quando os Direitos Humanos diz que não é adequando, não é correto que pessoas que estejam, por exemplo, sob a guarda da autoridade policial sejam torturadas, não está passando a mão na cabeça do bandido. Está chamando atenção, o fato de ele estar sob a custódia do estado, está preso, não dá ao estado a possibilidade de fazer qualquer coisa com ele”, explica.

Para Carbonari, a recente condenação d epena de morte aplicada ao brasileiro, que fui fuzilado na Indonésia no último final de semana, ilustra bem a contradição da sociedade que por um lado pede pela aplicação da pena no país, mas quando a situação se aproxima do seu cotidiano, de uma pessoa de seu convívio esse ponto de vista ganha outra dimensão. “ Boa parte dos brasileiros quer que haja pena de morte no brasil. Agora morreu um brasileiro, e não pode. Quando a gente fala no genérico é fácil, o problema é quando toca no cotidiano, no concreto”.

A luta das comissão e grupos que trabalham pela defesa dos direitos coletivos, é para que as situações não sejam julgadas com dois pesos e duas medidas, a partir do grau de proximidade que cada um tem sob determinada questão.

Em várias frentes
Passo Fundo é um das cidades que teve a organização de Direitos Humanos criada há 30 anos, e foi institucionalizada em julho de 1984. Desde então, vem atuando em muitas ações. Uma delas é o acompanhamento do processo de execução penal. Dentro do presídio Regional de Passo fundo, há membros da Comissão de Direitos Humanas, que trabalham fazendo um processo de reeducação e acompanhando os apenados.

Outro ponto forte da atuação da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo, é a educação. O grupo desenvolve atividades de formação de professores, formação de lideranças. “Também atuamos mais recentemente na formação de mulheres, que resultou na criação do projeto “Mulheres da Paz”, para atuar no enfrentamento da violência contra a mulher”, ressalta Carbonari. O Colóquio de Direitos Humanos, que em 2014 chegou a 6º edição também promove uma semana de reflexão com pessoas do Brasil inteiro.

A CDHPF também atua no chamado campo de apoio a organização. Na questão da moradia os advogados da comissão acompanharam o processo de ocupação no bairro Leonardo Ilha. “Eles fizeram um processo judicial importante para que chegasse ao desfecho em que a prefeitura adquiriu a área no Morada do Sol e que aquelas famílias pudessem ser assentadas”, exemplifica. Carbonari ressalta que a atuação da Comissão na garantia dos direitos de moradia, começou ainda nos anos 80 quando a construção das perimetrais causou a remoção de centenas de famílias, que foram povoar, o que hoje é bairro Jaboticabal. A Comissão pretende retomar na agenda da cidade, ainda neste ano a situação dos moradores da região Beira Trilho.

Outro desdobramento da atuação do conselho acontece na participação das reuniões de conselhos que discutem a questão da mulher, das garantias de acesso à saúde, segurança alimentar, e acompanham as atividades do Conselho Estadual de Direitos Humanos. “Nós temos uma atuação que vai muito no sentido de ir onde as pessoas precisam”, define Paulo Carbonari.

Acesso
Qualquer pessoa, independente da atuação ou da classe social pode ter acesso ao trabalho da CDHPF. “Nosso trabalho é de orientação, de apoio. Se as pessoas nos procuram precisando de alguma orientação do ponto de vista jurídico, o que nós fazemos é esclarecer. Tem um grupo de advogados que ajuda a situar o problema. Se é uma questão que precisa de defesa jurídica especifica, vai para a defensoria pública se isso é uma causa coletiva, a gente articula e vai para o MP, que são dois importantes interlocutores”, pontua.

É comum a comissão atender casos de mulher vítimas de violência ou crianças em situação de abandono. A sede da CDHPF fica junto a ao IFIBE e tem expediente a tarde. O telefone para contato é 54 3313 2305.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O  ano que passou foi um ano de diversas atividades com  capacitação, planejamentos, encontros, trabalho em conjunto, informação, encaminhamentos, fortalecimento, acolhimento, comprometimento, força, união, descontração, comemoração,  desafios,  como: a reabertura do SIM - Serviço de Informação a Mulher, a participação no programa da Prefeitura Bairro a Bairro, aonde podemos  compartilhar o nosso trabalho, nos bairros,  com muita persistência pois esta é o caminho do êxito.
Campanha 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra a Mulher!
NÃO SE CALE DENUNCIE!
A I EXPO-FEIRA MULHERES EM AÇÃO.
Que foi planejada e executada, com o proposito de participar no Calendário dos 16 Dias de Ativismo que é contra a Violência Doméstica da Mulher, no sentido de ampliar, promover, oportunizar a integração entre entidades e grupos sociais que atuam em Passo Fundo com atividades voluntárias, serviços e defesa das injustiças sociais e contra todos os tipos de violência. Agradecemos a todos que participaram e possibilitaram a realização da I Expo-feira. Agradecer especialmente as mulheres que trabalharam incansavelmente, agradecer pela dedicação, agradecer pelo comprometimento para que tudo acontecesse de forma harmoniosa.
Encerramento do Ano com o comprometimento das mulheres para se tornarem novas Promotoras Legais Populares.
Promotoras Legais Populares, Mulheres da Paz, Mulheres Tecendo Sonhos Fazendo História... Desejo que todos os seus sonhos se realizem, seja de muita alegria, seja iluminado de muito amor, seja cheio de harmonia, seja repleto de muita paz. Que Deus continue abençoando você e toda a sua família que sua vida seja de muita luz...Portanto seja bem vindo 2015, um ciclo novo, a vida que se renova a cada segundo, e a cada novo segundo vamos nos conhecendo e vamos evoluindo.




























segunda-feira, 29 de outubro de 2012

De vida, violência e cidadania.

Silvia Aparecida de Miranda foi mais uma das vítimas da maior estupidez humana: a agressão e violência física. Na sua condição de mulher, mãe, líder comunitária e agente de saúde, Sílvia sempre transformou sua sensibilidade em trabalho a favor dos outros. A compaixão para com o sofrimento alheio fez dela uma mulher corajosa na defesa da vida, da liberdade e da dignidade humana. Sílvia, como tantas outras mulheres, teve uma vida sofrida para construir a sua dignidade e a dignidade de sua família e acreditava que as respostas para as soluções dos problemas seus e da humanidade estavam na convivência e na relação comunitária. Ela não tinha dia e nem hora para ajudar os outros. Em 2012, por conta da sua história e engajamento comunitário, envolveu-se também com o Projeto Mulheres da Paz. Considerava a importância de conhecer os problemas das pessoas para tentar ajuda-las a aliviar ou amenizar os sofrimentos, seja por meio de palavras ou de carinho. Demonstrou-se preocupada com os preconceitos já consolidados do lugar onde morou e fez história. Seu bairro, não por acaso, integra o Projeto Territórios da Paz, projeto que visa mobilizar forças comunitárias e policiais para a garantia de uma segurança pública cidadã. Por isso mesmo, ela não mediu esforços para colaborar para a construção de condições de vida a partir de uma cultura de paz e de direitos humanos. Através de visitas domiciliares, conversas com os moradores e com outras mulheres, participação em reuniões e eventos comunitários, revelava-se uma grande articuladora social e de cidadania. A sua ferramenta maior era o diálogo, para o desvendamento da cidadania. Silvia foi assassinada defendendo a integridade física sua e de sua filha. Foi valente e corajosa, o que lhe custou a vida. Perdeu a vida num contexto que contraria os princípios que sempre orientaram a sua vida pessoal e comunitária. Agiu por coragem, em defesa da vida e da dignidade. Foi mãe. Ao conhecermos a vida e a trajetória de Silvia, permitimo-nos afirmar que a mesma sempre “guardou coerência” entre aquilo que buscava na vida comunitária e na vida pessoal e familiar. Sua vida, como a de todos nós, foi uma permanente busca e luta pelos sonhos que nos movem enquanto humanidade: a paz, a justiça, a solidariedade, o amor, os direitos humanos, o diálogo e a boa convivência. Existimos, por isso mesmo, para a felicidade. A felicidade é sempre uma busca cotidiana para a superação dos nossos medos, angústias e sofrimentos. Cada um, a seu modo, vai lapidando a sua vida, dando-lhe o sabor, o saber e a sabedoria. Estamos em busca, construindo um mundo mais humano e humanizado. Perdemos mais uma vida, mas não perdemos a esperança. E esperamos justiça. Todos nós transformaremos a memória da vida de Silvia em ânimo e coragem para continuarmos a defender a vida sempre e em qualquer circunstância. A vida é o maior valor que pode mover as nossas mentes e corações, sempre! Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos.
Esta é a nossa querida Silvia que só queria ensinar a seus filhos que podemos sim construir um mundo de PAZ!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

De paciente paciência


“Ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência” (Augusto Cury)
Na condição de pacientes, somos desafiados a compreender que a vida tem seu ritmo e seu tempo. Não adianta reclamar, gritar, indignar-se. Fragilizados, a ação da qual resultará a recuperação da saúde ou a reparação de um problema físico ou mental não depende mais só da gente, mas depende da ação de outros. Ao paciente, resta a confiança no trabalho dos profissionais da saúde. E ter esperança e confiança, que se sustentam na “paciente paciência”. O processo da vida caminha em ritmos e tempos que requerem paciência e espera. Em casos como a doença, damos conta que esperar pacientemente passa a ser um exercício e um aprendizado para compreender como a própria existência se constitui e se elabora. Paciente só pode ser sinônimo de paciência. A vida, esta sim, se elabora pacientemente. A experiência da paciente paciência nos revela aspectos da vida geralmente despercebidos pela gente. Revela, sobretudo, que todos somos frutos de investimentos afetivos. Que os investimentos afetivos carregam as marcas do tempo. E que desaprendemos a lidar com a noção do tempo. Revela também que é preciso reconciliar-se com os outros para praticar a solidariedade nos sofrimentos e nas alegrias, nas certezas e nas dúvidas. Vivemos um momento histórico que suprimiu a noção do tempo como um processo de construção de nossa vida e de nossa personalidade. Somos permanentemente induzidos a agir sem esperar, a não dar tempo para amadurecer decisões, a não curtir a vida em sua plenitude, a não dialogar com os outros antes de decidir, a considerar-se sempre suficiente diante da vida e dos outros. Dom Dadeus Grings, ao dissertar sobre vida plena, argumenta que “ninguém pode isolar-se de seu contexto, nem da história da humanidade. Sua experiência não se reduz aos momentos de seu próprio ser. É antes como se relacionou com tudo o que aconteceu ao redor de si e antes dele”. Resta afirmar, então, que a busca por vida plena concretiza-se pela complementariedade e interdependência a que todos somos desafiados a viver. A paciente paciência sugere reconhecermos nossa condição de seres frágeis e interdependentes. A reconhecermos que a paciência não é necessariamente atitude passiva, mas virtude necessária para superarmos as adversidades que a vida nos impõe. A promovermos, por fim, a confiança no trabalho, na dedicação e na inteligência dos outros. A compartilharmos solidariedade para com o sofrimento alheio.
Nei Alberto Pies, professor e ativista de direitos humanos (pies.neialberto@gmail.com)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Desfile por uma cultura de paz!


Aproveitando o desfile do dia 07 de Setembro, as Mulheres da Paz manifestaram sua preocupação com a violência contra a mulher que assusta e amedronta muitas mulheres em nossa cidade e em nosso país. Esta realidade de violência elas conhecem e reconhecem muito bem na realidade de seus bairros e na história de outras mulheres que as mesmas acompanham. Na condição de cidadãs e articuladoras de cidadania, carregaram faixas que lembraram que o "silêncio é um dos elementos que colabora para a cultura da violência". Manifestaram-se ainda pelo direito de todos viverem livres
da violência e da discriminação. Como articuladoras sociais da cidadania, as Mulheres da Paz estão há seis meses em processo de capacitação e atuação social junto aos 22 bairros onde residem. Através das metas estabelecidas pelo Ministério da Justiça: 12 visitas domiciliares, 05 encaminhamentos de cidadania à equipe multidisciplinar e participação em uma reunião com entidades do bairro, buscam construir um ambiente de cidadania, direitos humanos e cultura de paz em nossa cidade. O Projeto Mulheres da Paz é coordenado pela Secretaria de Segurança Pública e executado pela Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo. O término do Projeto está previsto para abril de 2013.